LT3 (São Paulo - SP)

Inauguração : 16/07/2022

Proprietário : Carlos Costa - LT3 Studios

Endereço : Rua Apinajés, 135 - Perdizes

Capacidade : 36 lugares

WhatsApp : (11) 91679.5588

cinelt3.com.br


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Cinusp Paulo Emílio (São Paulo - SP)

Reinauguração : 18/04/2022

Endereço : Rua do Anfiteatro, 109 - Cidade Universitária - Butantã

Anfiteatro Camargo Guarnieri

Telefones : (11) 3091.3002 - (11) 3091.3001

usp.br/cinusp


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Sato Cinema (São Paulo - SP)

Inauguração : 16/07/2023

Endereço: Rua São Joaquim, 381 - Liberdade

Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social

www.instagram.com/satocinemaoficial


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Satyros Bijou (São Paulo - SP)

Satyros Bijou - Sala Patricia Pillar 

Em 25/01/2022, ao completar 468 anos, a cidade de São Paulo e seus moradores ganham uma nova sala de cinema para chamar de sua. A comemoração do aniversário da cidade foi a data escolhida para a reabertura do clássico Cine Bijou, agora administrado pelo grupo Os Satyros, capitaneado pelos artistas e gestores Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez.

Apó26 anos fechado, o cinema da Praça Franklin Roosevelt, no centro da cidade, reabre suas portas como espaço democrático e multifacetado, com programação intensa e especial para a semana de inauguração.


Cine Bijou foi uma das salas de cinema mais emblemáticas da cidade de São Paulo, tendo funcionado entre 1962 e 1996. Ícone e referência de resistência artística durante a ditadura militar, foi de fundamental importância na formação cultural de toda uma geração, levando às telonas filmes polêmicos e censurados na época.

Durante a sua existência, deu espaço para filmes do Cinema Marginal, de movimentos alternativos-experimentais, além de clássicos do Cinema Novo. Em sua programação constavam produções de Stanley Kubrick, Luis Buñuel, Ingmar Bergman, Glauber Rocha, Jean-Luc Godard, François Truffaut e Neville de Almeida, além de obras russas e japonesas. Entre 1964 e 1985 chegou a exibir grandes filmes da história cinematográfica, como "Laranja Mecânica", "Morangos Silvestres""Blade Runner" "Indiana Jones".

O cinema brasileiro terá um foco especial na reabertura do Bijou, com empenho para colocar em cartaz, além de clássicos, filmes que não têm oportunidade no circuito ou passam meteoricamente pelas salas de exibição.

SALA PATRICIA PILLAR

A sala do Satyros Bijou foi batizada Sala Patricia Pillar, numa homenagem à atriz, diretora e produtora, personalidade importante do cinema, do teatro, da teledramaturgia e peça fundamental no processo de reabertura do Bijou.

Patricia estreou no cinema em 1983, com "Para Viver Um Grande Amor" e, desde então, estrelou premiadas obras, como "A Maldição de Sanpaku""O Quatrilho""Amor & Cia" e "Zuzu Angel". O drama biográfico dirigido por Sérgio Rezende em que a atriz interpreta a estilista Zuzu Angel lançará oficialmente a tela da Sala Patricia Pillar, em 25/01/2022.

ABERTURA

A cerimônia de abertura do Satyros Bijou, marcada para 25/01/2022, a partir das 20h, traçará um panorama geral das sessões, eventos e projetos especiais prospectados para a ocupação da sala de cinema.

Para a ocasião, serão exibidos o curta-metragem "O Quintal dos Guerrilheiros", de João Carlos Massarolo e o longa-metragem "Zuzu Angel", de Sérgio Rezende.


Com o intuito de comemorar esse espaço de resistência, será realizada uma semana inteira de abertura, sempre com mesas de debate antecedendo as exibições, que recebe filmes de Laís Bodanzky, Tata Amaral, Helena Ignez, Kleber Mendonça Filho, Felipe Bragança, Leonardo Martinelli, Andradina Azevedo, Dida Andradina, Bruno Autran, Gil Baroni, Leo Tabosa, Amir Escandari, Claudio Borrelli, Lufe Bollini, Mariana Yomared, Joel Pizzini, Paulo Sacramento, Gustavo Vinagre, Julia Katharine, Sabrina Fidalgo, Nara Normande, Tião, Fabio Leal, Ivam Cabral, Rodolfo García Vázquez, entre outros.

A semana será dividida de forma temática, trazendo à pauta temas de relevância cultural e representatividade, como o cinema independente, o cinema autoral e a presença da diversidade e das mulheres no cinema.

A PROGRAMAÇÃO

Satyros Bijou será um espaço múltiplo, como celeiro de debates, apresentações teatrais e musicais, sem perder sua essência de cinema de rua. Com sessões gratuitas ou a preços populares, sua tela se destinará a exibições de curtas, médias e longas-metragens, sempre de quinta a domingo, com exceção de sua semana de abertura (25 a 30 de janeiro de 2022).

Durante o mês de fevereiro, serão exibidos os filmes vencedores do Festival Satyricine Bijou, iniciativa da Satyros Cinema de valorização do cinema independente, que aconteceu em setembro de 2021, de forma digital.

Além disso, a fim de criar um espaço de experiências, serão desenvolvidos projetos especiais para a programação. Imagine poder convidar os seus amigos para uma sessão exclusiva onde você exibirá o filme que mais te marcou e depois falar sobre ele. Essa é a proposta da Sessã"O Filme da Minha Vida", uma das iniciativas para a reabertura do Bijou.

Outro caso ainda é a Sessão "No Escuro", com exibições em horários alternativos, que convida o público a comparecer ao cinema sem saber qual filme irá assistir. Uma surpresa a cada sessão.

Já às quintas-feiras, o projeto "Cinema Falado" propõe debates temáticos após a exibição de filmes.

A prospecção de todas essas ações é transformar o Satyros Bijou em um espaço único, um bunker de resistência, um espaço para quem consome e faz cinema, um espaço de trocas e conexões, um espaço que seja a cara de São Paulo.

O ESPAÇO

Após reformas, o cinema recebeu estrutura moderna e de excelência técnica, sem abrir mão das características da antiga sala. 

Bijou, que vem do francês e significa  joia, traz ares de obra de arte em sua concepção. A fim de respeitar a memória desse espaço vanguardista e corresponder aos olhares saudosistas, a sua arquitetura base foi mantida. A sala de 77 lugares teve suas poltronas vermelhas, com detalhes em costura, restauradas, assim como as suas paredes e teto, desenhados em gesso. O local também conta com um pequeno palco, que receberá eventos de diversas linguagens.



Será preservada a ideia de um espaço alternativo, democrático e acolhedor para o convívio do público e artistas, com programação voltada à exibição regular de filmes de arte e autorais de todas as partes do mundo, incluindo inovações e experimentações ligadas ao audiovisual, assim como a participação nas principais Mostras e Festivais que acontecem anualmente na cidade.

Uma das novidades é a parceria com a Editora Giostri, que manterá no hall de entrada um café bar e uma pequena livraria voltada para obras, principalmente nacionais, sobre cinema. Um presente para cinéfilos e amantes da sétima arte.

UM SONHO POSSÍVEL

A sala, localizada no número 172 da Praça Franklin Roosevelt, já havia sido um teatro e, quando vagou em 2019, estava na iminência de se transformar em um bar ou uma igreja. Foi nesse momento que Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, fundadores do grupo Os Satyros, abraçaram o espaço com o sonho de devolver à cidade um dos poucos cinemas de rua da capital paulista.



Com os altos custos para a revitalização do cinema, o grupo contou, além da aplicação de recursos próprios, com a ajuda de personalidades como Patricia Pillar, Maria Bonomi, Walcyr Carrasco, Maria Helena Peres, Carlos Giannazi, Celso Giannazi, e personalidades anônimas, que colaboraram de forma direta ou através de campanha de financiamento coletivo, para levantamento e modernização da sala.

Após dois anos sem poder abrir o espaço, em decorrência do período pandêmico, finalmente o Bijou poderá receber o seu público.

SATYROS CINEMA

A gestão da sala é feita pela produtora audiovisual Satyros Cinema, braço cinematográfico do coletivo Os Satyros.

Fundado por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez em 1989, Os Satyros tem renomada carreira no teatro, carregando em seu currículo os maiores prêmios da categoria e sendo parte fundamental no processo de revitalização da Praça Roosevelt.

Satyros Cinema iniciou a sua atuação com a experiência de Cabral e Vázquez em documentários, séries e novelas, em 2012, com a produção de seu primeiro longa-metragem, "Hipóteses para o Amor e a Verdade". Em 2017, deu início ao seu segundo longa, "A Filosofia na Alcova", que ficou em cartaz durante 61 semanas no Cine Belas Artes, tornando-se um dos títulos mais longevos da sala. Os dois longas acumulam diversas indicações.

Em 2021, produziu o seu terceiro longa-metragem "The Art of Facing Fear", que está em fase de finalização.

Texto enviado por Stella Stephany, da JSPONTES Comunicação, assessora de imprensa do cine Bijou. Fotos: Andre Stefano

Marquise (São Paulo - SP)

Foi inaugurado em 09/03/1963, com o nome de cine Rio, pela Empresa de Cinemas Rio Ltda., de propriedade de José Bruno, Nicolino Somma e Emilio De Fina. "O Assassino", do cineasta e roteirista italiano Elio Petri, com Marcello Mastroianni, Cristina Gajoni e Micheline Presle foi o filme escolhido para a inauguração. Tinha uma plateia com 500 lugares.


Anúncios de 08/03/1963



Um grande incêndio atingiu parte do Conjunto Nacional em 04/09/1978, inclusive o cine Rio. O jornal 'Folha de S.Paulo' noticiou que o cinema teve um pequeno foco de incêndio no interior da sala de projeções e que ficou totalmente úmido devido a água utilizada no combate às chamas. Mas não informou quanto tempo deixou de exibir filmes e se, realmente, houve interrupção, já que as sessões do filme nacional "Chuvas de Verão" (1978) continuaram sendo anunciadas diariamente até 15/10/1978 (Domingo). O cinema entrou em reforma no dia seguinte, em 16/10/1978, reabrindo em 05/02/1979, com o filme italiano de animação 
"Música e Fantasia" (1976).





















Em 12/11/1982, o cinema passou a integrar o circuito Cinearte, da empresa F. J. Lucas, com o nome Cine Arte Um e programação do experiente Dante Ancona Lopez. O primeiro filme exibido foi “Mamãe faz 100 anos”, do cineasta e roteirista espanhol Carlos Saura.

“Temos um público considerável para o filme de melhor categoria e dispensamos, graças a nossa sensibilidade, os exemplos e as lições alienígenas. Tudo será desenvolvido em torno do lema “espetáculo, polêmica e cultura”, que norteou as atividades da SAC - Sociedade Amigos da Cinemateca - da qual fui presidente durante oito anos, de 1967 a 1975. Ela nasceu de uma sugestão de Paulo Emílio Salles Gomes com o intuito de atrair o público mais exigente. Por isso, o Cinearte o adota agora”, disse Dante Ancona Lopez, para o jornal ‘Folha de S.Paulo’, de 07/11/1982.

O saguão do Cine Arte Um era usado como galeria de arte e a primeira exposição, chamada “Psicologia Também É Arte”, iniciou-se já na inauguração do renovado cinema. Depois, em 04/11/1983, estreava “Gravuras da Itália”, com obras de Rafael, Canaletto, Piranesi, entre outros. Completava a exposição, reproduções de 12 mosaicos de Pompéia e livros de arte italiana à disposição do público para consulta.

“O que pretendemos, inclusive, é organizar esses eventos extras de acordo com a temática dos filmes, desde que seja possível”, afirmou Dante Ancona Lopez.




Uma segunda sala foi construída e inaugurada em 15/09/1995, com o filme "Cortina de Fumaça", de Wayne Wang. O cinema passou anunciar exibições de novos filmes como Cinearte Sala 1 e Cinearte Sala 2. A primeira sala passou a ter 300 lugares e a nova, 150 lugares.


Uma exibição antecipada e exclusiva do premiadíssimo filme italiano "A Vida É Bela", de Roberto Begnini, presenteou os cinéfilos em 23/01/1999, numa sessão à meia-noite.




Em 2001, o cinema mudou de nome para Cinearte e passou a ser administrado por Adhemar Oliveira e Leon Cakoff
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Mas, em 2003, passou a operar deficitariamente e ficou sob ameaça de fechamento. A situação mobilizou frequentadores, moradores da região e o poder público. Primeiro com um abaixo assinado, iniciado desde as primeiras sessões do filme "Durval Discos", de Anna Muylaert e, depois, com a criação da campanha 'SOS CINE ARTE', coordenada por Vilma Peramezza, síndica e gerente geral do Condomínio Conjunto Nacional.

Uma vigília cinematográfica foi realizada em 25/04/2003. As duas salas do Cinearte abriram às 22 horas, exibindo filmes até as 6 horas da manhã do outro dia. O objetivo da 'Maratona SOS Cinearte' foi atrair a atenção do público e de possíveis interessados em investir na manutenção das salas. O resultado foi excelente e serviu para reabrir, posteriormente, o cinema.

Depois de uma grande reforma, o cinema foi reinaugurado, em 22/10/2005, como Cine Bombril, com a exibição do filme "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, numa noite só para convidados. Um nome não muito adequado ao cinema, mas valeu a pena, pois a empresa investiu muito no espaço. Além de modernos equipamentos de som e projeção, o cinema recebeu nova decoração e acomodações e, na sala 1, poltronas de 64 cm. de largura e distância de uma fileira para a outra de 1,25 metros.

















Em 03/09/2010, mudou-se o patrocinador, o layout e a decoração, passando a chamar-se Cine Livraria Cultura.

Mais uma vez o cinema perdeu o patrocínio e, em 18/06/2015, passou a chamar-se Cinearte. Seguiu firme com programação de filmes de excelente qualidade e a sala 1, como uma das melhores da cidade.




Em 29/05/2018, uma sessão especial reinaugurou o cinema, desta vez, com o patrocínio da Petrobras, com o filme "Paraíso Perdido", de Monique Gardenberg. O cinema passou a se chamar
Cinearte Petrobras.






Em março de 2019, o contrato com a empresa estatal não foi renovado. Em 19/02/2020, o cinema exibiu o filme "Parasita", como sua última sessão.

"O Cinearte é uma luta que travamos há 22 anos. Mas, neste momento de conjuntura inglória, é altamente necessário para esse modelo com filmes independentes ter parcerias", disse Adhemar Oliveira, proprietário e programador do cinema. 

E disse mais: "Quando se trabalha com blockbuster, você é um operador da sala. O cinema independente exige que se construa tanto a sala quanto o filme".

Mas, em 2021, graças a criatividade, coragem e competência de Marcelo J. L. Lima, CEO da Tonks e realizador da Expocine, o cinema reabriu inteiramente novo! Nas duas salas: telas, poltronas, som, projeção... tudo novo! 

Cine Marquise foi inaugurado oficialmente em 19/10/2021, com o patrocínio da Globoplay, Sabesp e EMAE - Empresa Metropolitana de Águas e Energia, e teve como primeira exibição, o filme "Noite Passada em Soho", abrindo a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. 

INAUGURAÇÃO
Texto de Renata Vomero, repórter da Revista Exibidor, do Grupo Tonks.
Fotos: Márcio Neves











CINE MARQUISE

Sala Globoplay 1 - 370 lugares - Com sistema de som Dolby Atmos
Sala Globoplay 2 - 96 lugares

A primeira fileira das salas possui poltronas duplas espaçosas, que permitem aos espectadores assistirem aos filmes deitados. Sistema de som Dolby, telas perolizadas e projeção digital Christie. Também conta com cafeteria e bombonière.

Endereço : 
Conjunto Nacional - Piso térreo
Avenida Paulista, 2073 - Bela Vista
Rua Padre João Manuel, 100 - Cerqueira César

Última atualização: 03/01/2022

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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

Site Novo Milênio, de Santos - SP
www.novomilenio.inf.br/santos

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

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