Vila Operária (Assis - SP)
Cinema da Vila Operária
Mais conhecido como, Cinema do Padre Aloísio Bellini.
Endereço : Praça São José Operário, s/nº - Vila Operária
Ao lado da Paróquia Nossa Senhora das Dores.
Assis - SP
Em funcionamento ? : Não. Virou salão para eventos da paróquia.
Fotos : Antonio Ricardo Soriano - Julho/2017
Bandeirantes (Novo Horizonte - SP)
CINE BANDEIRANTES: VIDA E MORTE
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| Cine Bandeirantes - Foto da página Novo Horizonte-SP / Fotos históricas |
“A ponte de Waterloo” era seu filme mais lembrado. Josefa tinha como ídolos Gardel, Libertad Lamarque e Pedro Infante. Aliás, a preferência da família eram os filmes espanhóis ou latino-americanos; mesmo eu e Elvira nos animávamos mais com Joselito, Marisol, Miguel Aceves Mejia, Sara Montiel. Meu pai tinha habituado a todos com seu espanhol malaguenho abrasileirado e, mesmo não estando presente a maior parte do tempo, trabalhando nas fazendas, a língua dominava a casa, adotada sempre que um filho queria se dirigir a ele e, assim, tudo que vinha no idioma espanhol, fosse cinema, fosse música, parecia-nos mais próximo, melhor.
A bilheteira do cine Bandeirantes chamava-se Glória, apelidada de “Glorinha”, e o nome lhe era muito apropriado. Eu a achava parecida a Romy Schneider. Era vivaz, muito solícita e simpática, e só o fato de adquirir um ingresso com ela parecia garantir a qualidade do espetáculo. No quadrado do guichê em que só tínhamos acesso a seu rosto alegre, ela era a melhor antecipação para essa cerimônia fantástica: ver o que a tela nos estava reservando lá dentro. Era entrar, então, e entre outros ritos, espantar com “xô, xô”, a grande ave pousada na montanha no crédito de abertura da Condor Filmes.
“El Cid” também viravam figurinhas, e cheguei a ter alguns desses álbuns, mas creio que não os completava – vivia me deslumbrando com tudo e tinha impulsos consumistas que se anulavam uns aos outros. Figurinhas de jogadores de futebol e estampas do sabonete Eucalol (guardo vagamente o cheiro delas) era outra mania.
Em 2010, Chico Lopes viu um quadro que de cara me apaixonou: Cinema de Nova York, do grande pintor norte-americano Edward Hopper. Resolveu fazer dele uma ousada releitura: colocando, ao invés da loura que estava a um canto solitária, outra figura: a de um homem apaixonado que bebe solitário num balcão, tendo ao lado uma gaiola. Para completar esse homem solitário cuja figura delgada e longilínea evoca a de James Stewart, o cartaz de um filme. E aí entra a imagem esverdeada de Kim Novak em "Vertigo", "Um corpo que cai", de Hitchcock.
Inauguração : 1942
Exibidor : Empresa Paulista de Cinemas
Endereço : Rua 15 de novembro, 888 - Centro
Novo Horizonte - SP
Capacidade : cerca de 600 lugares
Nos anos de 1980, o cine Bandeirantes passou a se chamar Windsor e, depois, Universus Cine Teatro.
Em funcionamento ? : Não. Virou uma galeria de lojas.
Unibes Cultural (São Paulo - SP)
Cavalieri Orlandi (Socorro - SP)
Filme inaugural : "Legião de Heróis" (EUA, 1940), com Gary Cooper.
Fundador : João Della Maggiori Orlandi
Endereço : Rua Dr. Campos Salles, 63 - Centro
Socorro - SP
Em funcionamento ? : Sim
www.cineorlandi.com.br
Em 1961, em homenagem ao seu proprietário, falecido em 14 de outubro de 1960, o cinema passou a se chamar
Por problemas e dificuldades encontradas na manutenção, o cinema encerrou suas atividades em 1983, voltando a funcionar em 1996 no mesmo prédio, porém remodelado e renovado, resultado da parceria formada entre a Empresa Cinematográfica São Luís, da capital, o Departamento Municipal de Cultura e os novos locadores Alexandre Canteruccio.
O projeto de remodelação assinado pelo designer Guilherme Salles de Campos, manteve a estrutura externa do prédio, com algumas alterações: nos espaços das janelas (agora fechadas), foram grafitadas cenas de filmes como "O Rei Leão", "...E o Vento Levou", "Titanic" e "Batman", além de personagens bem conhecidos do público, como Charles Chaplin, Zorro, Mazzaropi e Marilyn Monroe. Internamente, também, foram grandes as modificações: as paredes e o piso revestidos com carpete cinza e vermelho, 150 novas poltronas estofadas e cortinas em veludo vermelho, numa convivência harmoniosa com os antigos lampiões, permitindo aos saudosistas uma grata lembrança do passado. A bombonière na sala de entrada, o ar condicionado e o sistema de som Dolby Stereo, completaram o ar de modernidade.
História do cinema da cidade mostra como administração
familiar e paixão ajudaram a superar crises no mercado. Energia solar faz parte
de projeto pioneiro.
Por Ivan Lopes, G1 Campinas e Região - 28/06/2018
Longe do alcance dos olhos do público, 57 painéis instalados no telhado convertem energia solar em eletricidade e fazem rodar os filmes no Cine Cavalieri Orlandi, em um projeto pioneiro no país. O cinema de Socorro (SP) é uma das poucas salas independentes em funcionamento em cidades brasileiras com menos de 50 mil habitantes. Ao unir tecnologia e elementos originais da década de 40, ele se destaca e ganha admiradores.
O investimento foi a estratégia usada pela Família Orlandi
para manter as portas abertas. E tem dado certo. Lançamentos mundiais são
exibidos simultaneamente com os grandes centros urbanos, em 2D e 3D, e salas de
poltronas confortáveis e adaptadas com o mais avançado sistema digital de som e
imagem foram algumas das inovações.
"Sabíamos que, se não acompanhássemos a evolução
tecnológica, não sobreviveríamos", diz André Marchese, neto do fundador
João Della Maggiori Orlandi.
O passado e o presente se misturam na linha do tempo que guarda a história do cinema. É inevitável cruzar o quarteirão da Rua Dr. Campos Salles, no Centro de Socorro, sem reverenciar o prédio número 63, que ostenta a maior parte da sua arquitetura original.
Atrás das paredes de cor salmão, terceira e quarta gerações dos Orlandis flertam com o desafio de manter viva a tradição da família. O Cavaliere Orlandi foi inaugurado em 24 de junho de 1942 em plena ascensão da Segunda Guerra Mundial. Na época tinha 540 lugares.
Com instinto empreendedor nas veias, André Marchese se mostra determinado em manter distantes as diversidades ameaçadoras do mercado e da economia. Ao lado das irmãs, assumiu a direção do cinema em 2006 e promoveu mudanças, que certamente, deixaria o avô orgulhoso.
INVESTIMENTOS
Os investimentos feitos pela família para que a cidade mantenha a tradição de ostentar a fama de ter o melhor cinema do Circuito das Águas Paulista e arredores ultrapassa a R$ 1,2 milhão.
O sistema de som de 11.1 canais é o que, na época, havia de melhor. Poltronas confortáveis e acessíveis para pessoas com deficiência e obesas, a chegada imediata de lançamentos da indústria cinematográfica e a possibilidade da compra de ingressos on-line reforçaram os diferenciais durante esse período de reestruturação. Atualmente são duas salas, com 170 e 98 lugares.
Quem entra e passa pelo hall, e observa em exposição a antiga máquina de projeção e as duras cadeiras de madeira, logo percebe que o cinema passou por uma profunda reformulação.
O investimento trouxe retorno imediato. Filmes de qualidade, tecnologia de ponta e conforto trouxeram filas e salas lotadas.
"Me lembro das conversas em família e a incerteza do resultado, mas o mundo havia mudado. Tínhamos que investir antes da concorrência. Falei com pessoas, procurei parceiros até fora de Socorro. Muitos me consideravam louco. Então, fui aos bancos, entrei em financiamentos, tudo com o apoio da família", conta Marchese.
"Muita gente de fora vem a Socorro para assistir aos grandes lançamentos", explica o empresário.
ECONOMIA NECESSÁRIA
Atualmente o cinema se sustenta, mas economizar para investir é o lema dos Orlandis.
Em 2017, com a despesa de energia elétrica mensal na casa de R$ 2 mil, o Cine Cavalieri recebeu a tecnologia fotovoltaica, que converte diretamente a energia solar em eletricidade. O gasto foi reduzido a 10%, R$ 200 por mês.
A economia permite novos planos para o espaço, e Marchese pretende, em breve, instalar dispositivos que favoreçam a presença de deficientes visuais e auditivos nas salas do cinema.
"Acessibilidade é algo importante e nós nos mantemos atentos às regras e evoluções do mercado. Assim que critérios e equipamentos forem definidos, vamos adaptar nossas salas", promete.
Ao longo de mais de 80 anos de história, o cinema de Socorro superou períodos sombrios. Em tempos em que as pornochanchadas nacionais já não despertavam interesse e diante de problemas estruturais encontrados no prédio e desgaste de equipamentos, as bilheterias caíram.
Sem encontrar alternativas, a segunda geração dos Orlandis, resolveu fechar as portas do cinema. A tradicional casa fundada por João Della Maggiori Orlandi, e tão bem cuidada durante décadas por Antônio Calafiori (amigo da família que chegou a ter um cinema sem sucesso), parecia ter perdido a finalidade.
Entre 1983 e 1996, 13 anos se passaram até que a Empresa Cinematográfica São Luís, com sede em São Paulo, em parceria com o departamento municipal de Cultura de Socorro e com o então locatário reabriram o cinema. O prédio passou por ampla remodelação.
Mesmo assim, foram mais dez anos de altos e baixos, assombrados pela possibilidade de se ter em casa a chance de assistir filmes em DVDs ou home theaters. A caminho de uma nova paralisação das atividades, a terceira geração da Família Orlandi se uniu em 2006 e reassumiu a direção do cinema, com o investimento que o colocou em destaque novamente na história da cidade.
Pedro Leonardo conhece cinema mantido pela quarta geração de família de Socorro (SP) - EPTV - 02/12/2023
Cinemark Pátio Paulista (São Paulo - SP)
Endereço : Rua Treze de Maio, 1947 - Arco 501 - Paraíso
Shopping Pátio Paulista
Exibidor : Cinemark
Telefone : (11) 3142.9242
www.cinemark.com.br
7 salas
Real (São Caetano do Sul - SP)
Proprietários : Enzo Santarelli e Loris Baldo Benito Santarelli
Endereço : Rua Nelly Pellegrino
São Caetano do Sul - SP
Capacidade : cerca de 1200 lugares
Em funcionamento ? : Não. Fechou em 1978.
Nos anos de 1980, virou danceteria, a Real Center.
Fontes de pesquisa :
Site da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul.
Revista "Raízes",
publicação da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul.
Planalto (São Caetano do Sul - SP)
Proprietários : Enzo Santarelli e Loris Baldo Benito Santarelli
Endereço : Rua Joana Angélica, 717 - Vila Barcelona
São Caetano do Sul - SP
Capacidade : cerca de 1400 lugares
Em funcionamento ? : Não. O prédio foi demolido.
Fontes de pesquisa :
Site da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul.
Revista "Raízes",
publicação da Fundação Pró-Memória São Caetano do Sul.
Caracante (Sorocaba - SP)
Endereço : Rua Coronel Benedito pires, 45 - Centro
Sorocaba - SP
Em funcionamento ? : Não. Virou um prédio comercial.
Eldorado (Sorocaba - SP)
Filme inaugural : "Amando Sem Saber", com Errol Flynn e Olivia de Havilland.
Fundador : Jorge Caracante
Endereço : Av. Coronel Nogueira Padilha, 476 - Além Ponte
Sorocaba - SP
Capacidade : cerca de 400 lugares
Em funcionamento ? : Não. Fechou em 1983.
Curiosidades :
A fachada do prédio foi construída no estilo Art Déco e foi tombada como patrimônio histórico da cidade em 30/05/1996, pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico (CMDP).
Nos anos de 1940 e 1950, exibia películas da Argentina, México e Espanha, para atender a colônia espanhola de Sorocaba.
Bandeirantes (Catanduva - SP)
Filme inaugural : "Prisioneiro do Castelo de Zenda", de David Selznick.
Endereço : Rua Alagoas, 324 - Centro
Capacidade : cerca de 1300 lugares
Depois, dividido em duas salas, cines Bandeirantes e República.
Em funcionamento ? : Não
Histórico :
De propriedade de Amadeu Vuolo (da cidade de Bauru) e de Atílio Salvador Mercadante (de Araçatuba), o cine Bandeirantes foi inaugurado em 10 de abril de 1946, situado à Rua Alagoas. Em sua arquitetura inicial, era realçado nas paredes, dois notáveis relevos, um representando um bandeirante e outro o contorno de um aborígine. O filme inaugural foi "Prisioneiro do Castelo de Zenda", do diretor David Selznick. Em agosto desse mesmo ano, o cinema foi adquirido pela Empresa Pellegrino & Filhos, juntamente com João Alonso Garcia, que forneceu o numerário. A família Pellegrino já era proprietária dos dois outros cinemas existentes na cidade, os cines Central e República e, com a aquisição do cine Bandeirantes, se tornaram na ocasião os maiores contribuintes em impostos municipais.







































